Fapesp abre eventos em comemoração aos 50 anos da Fealq com participação no Fealq Think&Drink
A diretoria administrativa da Fapesp, professor doutor Fernando Dias Menezes de Almeida, que encerrou mandato este mês e o recém nomeado diretor administrativo, professor doutor Antonio José de Almeida Meirelles, que assumiu oficialmente essa semana, foram os convidados da primeira edição de 2026 do Fealq Think&Drink, realizado no último dia 11 de maio, na presença de convidados. O evento integra as comemorações especiais alusivas aos 50 anos da Fundação.
Com o tema “Gestão de Recursos Fapesp pelas Fundações de Apoio”, o encontro promoveu trocas e reflexões sobre a construção de relações cada vez mais maduras, eficientes e transparentes entre as fundações de apoio, as universidades e os órgãos de fomento e dialogou diretamente com os desafios contemporâneos da gestão de projetos de pesquisa, da governança e da eficiência administrativa necessária para fortalecer a ciência e a inovação no Brasil, temas que conversam, inclusive, com o Summit Fealq 50 anos, previsto para agosto.
“A Fealq acredita profundamente nesse papel de integração e viabilização da pesquisa”, enfatizou o diretor-presidente da Fealq, professor José Baldin Pinheiro, durante o evento em que apresentou os resultados da Fundação no Relatório de Atividades 2025.
Ao abordar a evolução do modelo de gestão de recursos de pesquisa financiados pela Fapesp, o professor Fernando Dias Menezes de Almeida destacou o papel estratégico das fundações de apoio para garantir mais segurança administrativa e autonomia científica aos pesquisadores. Segundo ele, o novo modelo busca assegurar que o pesquisador possa se dedicar integralmente à pesquisa, sem precisar assumir tarefas burocráticas e financeiras.
“Há meios para garantir que o pesquisador vai ter integral autonomia na produção do seu projeto de pesquisa sem precisar ter o dinheiro na sua conta bancária. E esse é todo o sistema que foi construído a partir da lei de inovação, na sua versão reformada em 2017, dando ênfase para a figura das fundações de apoio”, afirmou.
O ex-diretor administrativo da Fapesp também ressaltou que a Fealq já integra o grupo de fundações habilitadas para atuar nessa nova sistemática de gestão de recursos fomentados pela Fundação.
“A Fealq foi uma das fundações que se dispuseram a fazer testes para a Fapesp nessa fase de transição. […] A Fapesp habilitou todas as fundações credenciadas pela universidade para fazer essa gestão dos recursos dos projetos pesquisadores da Fapesp, Fealq entre elas”, destacou.
Na avaliação de Fernando Menezes, o novo sistema representa ganhos diretos para pesquisadores e para os mecanismos de controle e transparência dos recursos públicos.
“Isso significa, na prática, que o dinheiro entra na conta da fundação, o pesquisador tem total autonomia para fazer o comando da operação, o que precisa ser comprado, quando precisa ser comprado. A fundação está à disposição para fazer toda a parte de suporte para orçamento, para compra, para importação. […] E, no final, a fundação é que faz a prestação do dinheiro, sempre com a concordância do pesquisador”, explicou.
Ele também enfatizou que o modelo reduz a sobrecarga operacional sobre os cientistas.
“A nossa expectativa, desde o início, é que o pesquisador vai ter muito mais tempo para cuidar da sua pesquisa. O pesquisador vai ter muito mais tempo livre na sua cabeça para pensar nos problemas científicos, não para pensar na nota fiscal, no orçamento ou como é a discussão com o fornecedor”, afirmou.
Já o novo diretor administrativo da Fapesp, professor Antonio José de Almeida Meirelles, ressaltou que o crescimento e a complexidade dos projetos científicos tornam indispensável a profissionalização da gestão dos recursos de pesquisa.
“Hoje, a gente tem projetos que são milionários. […] E não é possível administrar mais esses projetos da forma como a gente fazia no passado. […] Então, hoje, o porte desse financiamento é imenso. E a gente tem que profissionalizar isso. E o caminho é esse de passar pelas fundações”, afirmou.
Meirelles também destacou a postura proativa da Fealq durante a construção do novo modelo de atuação conjunta entre Fapesp, universidades e fundações de apoio.
“Uma das coisas que talvez tenha ficado claro para mim na primeira vez que eu tenho contato com a Fealq foi essa preocupação da gente se antecipar às dificuldades que a gente consegue projetar. […] O que eu notei hoje é uma grande disposição de ambos os lados de fazer isso”, disse.
O diretor reforçou ainda que a atuação das fundações representa mais segurança para pesquisadores e instituições.
“Ele vai dar mais segurança ao pesquisador, vai dar mais segurança para a Fapesp, vai viabilizar essa gestão que a lei de inovação permite, mas associada às fundações, ao seu profissionalismo”, pontuou.
Encerrando sua participação, Meirelles destacou que o fortalecimento da parceria entre fundações de apoio, universidades e órgãos de fomento será decisivo para ampliar a capacidade do Estado de São Paulo em liderar iniciativas de ciência, tecnologia e inovação de alto impacto.
“Sem ciência e tecnologia feita de forma cada vez mais profissional, a gente não vai conseguir vencer esse desafio. […] O papel de cada um de nós, como atores, é significativo nisso. Nós podemos pôr o nosso tijolinho ali para que isso funcione muito bem”, concluiu.
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